Postagens populares

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bullying em Recife

O tema bullying voltou a ter destaque nesta semana depois que pais de alunos de uma escola particular da Zona Norte do Recife denunciaram à Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) que seus filhos estavam sofrendo as agressões na unidade de ensino. A pedagoga e especialista em gestão escolar Catarina Gonçalves, entretanto, afirma que bullying não é caso de polícia, mas de educação.

"Os autores do bullying praticam porque alguma coisa na identidade deles está precisando de ajuda", esclarece. Segundo a pedagoga, eles não precisam de intervenção policial e sim de educação. "A mudança de atitude perpassa pela reflexão e não pela punição policial", garante. A especialista informa que quem pratica bullying deve perceber que tem que mudar de atitude, pois precisa desenvolver a dupla dimensão, dele e do outro.
A mudança de atitude perpassa pela reflexão e não pela punição policial

Colocar apelido, isolar um colega, quebrar seus pertences, comer o lanche dele. O que, na maioria das vezes, é considerado prática normal entre crianças e adolescentes pode ser mais sério do que se imagina. Esses comportamentos, quando tornam-se repetitivos, são caracterizados como bullying. O fenômeno é uma manifestação de violência entre pessoas da mesma faixa etária que pode ser classificado de múltiplas formas, simbólica, psicológica, física e de patrimônio.
Identificar o fenômeno é um desafio, atesta Catarina. "Normalmente os envolvidos não se manifestam. Os autores do bullying não praticam a violência na frente de pais ou professores e os alvos não pedem ajuda porque temem violências piores", esclare.

Nenhum comentário:

Postar um comentário